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NOSSOS ARTIGOS
    Cadeia produtiva do Alumínio
   Amianto
   Conceito Bolha
   Contaminação Ambiental
   Resíduos Perigosos
   Fluxos de Contaminação
   Cadeia Produtiva do Ácido Sulfúrico
   Resíduo Industrial Perigoso na Agricultura
Cadeia produtiva do Alumínio
Processo Industrial e Fontes de Poluição
A cadeia produtiva do alumínio apresenta um elevado potencial poluidor com emissões constituídas primordialmente por material particulado, gases ácidos e vapores alcalinos. Neste contexto a poluição do ar é a que mais afeta o meio ambiente e à saúde do trabalhador. Entre as principais fontes emissoras de poluentes destacam-se as cubas eletrolíticas. O sistema de controle de poluição dessas unidades utiliza numa primeira fase a própria alumina para adsorção do gás fluoreto, retendo numa segundo fase a alumina, (adsorvida com fluoreto e compostos orgânicos) em filtros de tecido.

Os poluentes recuperados são utilizados como matéria prima no processo produtivo. Porém existem falhas de operação e manutenção nestes sistemas de controle de poluentes, assim como também existem nas várias fases de produção da alumina e do alumínio, onde diversas fontes de poluição desprovidas de equipamentos e sistemas de controle de poluentes colocam em risco o meio ambiente e a saúde do trabalhador.

Por: Elio Lopes dos Santos
Amianto
UTILIZAÇÃO DO AMIANTO EM PROCESSOS PRODUTIVOS QUE EXPONHAM O TRABALHADOR A POPULAÇÃO E O MEIO AMBIENTE A ESTE CONTAMINANTE.

Nas indústrias que utilizam asbestos os riscos aos trabalhadores e ao meio ambiente são inerentes às diversas tipologias de processo produtivo e de utilidades. A extração do amianto é apenas o início de toda essa cadeia de contaminação que permeia por todo segmento industrial finalizando na população consumidora ou exposta as emissões de poeiras inaláveis causadas pelas operações de demolição e depósito de entulhos da construção civil. Neste contexto o chamado “uso controlado” perde totalmente o sentido. Recentes publicações nacionais e internacionais especializadas confirmam que crianças e filhos de trabalhadores expostos e mulheres cônjuges de trabalhadores expostos estão desenvolvendo mesoteliomas malignos de pleura.
Conceito Bolha
AVALIAÇÃO DO “CONCEITO BOLHA” COMO CRITÉRIO DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL EM ATIVIDADES POLUIDORAS DO AR ATMOSFÉRICO – ESTUDO DE CASO NO ESTADO DE SÃO PAULO.

O presente estudo faz uma avaliação do Conceito Bolha, critério de compensação ambiental usado pela Agência de proteção Ambiental do Estados Unidos e pela Agência Ambiental da CETESB em Cubatão, para regular a implantação de novos empreendimentos industriais e ampliações. Esse artigo sugere diversas alterações no “Conceito Bolha”, com a finalidade de aperfeiçoar o seu uso na prática.
Contaminação Ambiental
CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL DO CENTRO INDUSTRIAL SHELL PAULÍNIA E DO CONDOMÍNIO RESIDENCIAL RECANTO DOS PÁSSAROS.

A contaminação ambiental causada pela empresa SHELL em Paulínia teve início na década de 70. Registros do Ministério Público observam que a empresa operou em grande parte do tempo em plena vigência do Regulamento da Legislação Ambiental Estadual 997/76 e da Lei Federal 6938, detinha conhecimento internacional técnico e científico da formulação, síntese, operação e manuseio de matérias primas, produtos perigosos, resíduos tóxicos, mutagênicos e, que apresenta em seu organograma um Departamento de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, concluindo que houve negligência, imperícia e imprudência por parte dos dirigentes industriais da empresa Shell Química e demais firmas que a sucederam. A contaminação do solo e das águas subterrâneas do antigo CISP – Centro Industrial Shell Paulínia e do Condomínio Recanto dos Pássaros tiveram como origem as operações industriais desenvolvidas nas unidades de processo e utilidades da empresa SHELL. Essa poluição atingiu áreas fora dos limites de propriedade do CISP e contaminou os poços de água subterrânea utilizada pelos moradores do condomínio com poluentes organoclorados, dioxinas e furanos.
Resíduos Perigosos
USO DE RESÍDUOS PERIGOSOS NA FABRICAÇÃO DE CIMENTO.

O uso em fábrica de cimento, de resíduos de origem orgânica ou inorgânica, está estabelecido na Resolução CONAMA N.º 264 de 26 de agosto de 1999. Os Órgãos Ambientais Estaduais, oficialmente, expedem certificados regularizando o envio de resíduos industriais perigosos para queima ou incorporação no processo de produção de cimento.

No caso do Estado de São Paulo, a CETESB proíbe a incorporação de catalisadores nos fornos das cimenteiras que operam no Estados de São Paulo. Todavia, permite o seu envio para as fábricas de cimento, existentes em outros estados, desde que tenham anuência do Órgão Ambiental do estado receptor.

Convém ressaltar, que embora seja uma técnica largamente empregada nos Estados Unidos e Europa, também é muito contestada nesses países e, não existe no Brasil, estudos técnico-científicos visando as implicações ambientais em relação às concentrações desses poluentes no cimento, em especial metais pesados, incorporados ao produto final e as implicações decorrentes do manuseio pelo trabalhador da construção civil, cujo contato com o cimento é inerente à sua profissão.
Fluxos de Contaminação
FLUXOS DE CONTAMINAÇÃO DO ESTUÁRIO DE SANTOS E SUA CONSEQUÊNCIA NO MEIO AMBIENTE E CADEIA ALIMENTAR.

A baixada Santista apresenta problemas ambientais peculiares que, conjugados às intensas atividades portuárias, industriais e urbanas, fazem da região uma das mais impactadas do Estado de São Paulo. Neste contexto o pólo industrial de Cubatão contribui com a maior carga poluidora, com destaque a COSIPA - Companhia Siderúrgica Paulista, que apresenta o maior número de unidades de alto potencial poluidor e a maior vazão de efluentes líquidos, conferindo ao Estuário de Santos uma carga significativa de poluentes orgânicos e inorgânicos, em especial benzo(a)pireno e metais de alto peso molecular (metais pesados).

Localizado no município de Cubatão, o pólo industrial apresenta um paradoxo: tem suas instalações em região favorável ao seu desenvolvimento, devido principalmente à proximidade da cidade de São Paulo, e desfavorável a dispersão dos poluentes, devido a sua topografia. As duas únicas empresas do pólo industrial que dispõem de terminais marítimos próprios são a Cosipa e a Fosfértil, sendo justamente nessa local (bacia de evolução do terminal marítimo), onde se acumulou no sedimento a maior concentração de poluentes, colocando em risco o meio ambiente e toda a cadeia alimentar.
Cadeia Produtiva do Ácido Sulfúrico
ESTUDO SOBRE OS PROBLEMAS AMBIENTAIS DAS INDÚSTRIAS DE ÁCIDO SULFÚRICO E A SUA INFLUÊNCIA NA SAÚDE DO TRABALHADOR.

A cadeia produtiva de ácido sulfúrico apresenta um elevado potencial poluidor, representando um risco ao meio ambiente e a saúde dos trabalhadores. As emissões dessas unidades são constituídas primordialmente por gases e névoas ácidas, efluentes líquidos ácidos, resíduos sólidos perigosos (catalisadores exaustos de metais pesados) e pressão sonora. Nesse contexto, a poluição do ar, a pressão sonora e os resíduos sólidos gerados na fase de manutenção, são as que mais afetam o meio ambiente e a saúde dos trabalhadores.

Entre as principais fontes emissoras de poluentes destacam-se os poços de filtros de enxofre, reator e torre de absorção final, torre de refrigeração e sopradores de ar (blowers).
Resíduo Industrial Perigoso na Agricultura
USO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS PERIGOSOS NA AGRICULTURA.

Um litisconsórcio firmado entre a Procuradoria da República e o Ministério Público do Estado de São Paulo permitiu a investigação e levantamento de várias irregularidades nas indústrias de micronutrientes existentes no Estado de São Paulo.

Esses dados foram utilizados pela Área Técnica de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde na elaboração de um parecer técnico, revelando o uso indiscriminado e generalizado de resíduos industriais, inclusive perigosos, contendo altas concentrações de metais pesados tóxico como matéria prima para formulação de micronutrientes, seu uso na agricultura e as condições de insalubridade as quais estão submetidos os trabalhadores desse setor.